quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Saudade!!!
Postado por Marcelo Delapadue às 22:20 1 comentários
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Cabeça de Bagre
Postado por Marcelo Delapadue às 00:08 3 comentários
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Um dia de Marley e Eu!
Postado por Marcelo Delapadue às 16:13 0 comentários
domingo, 6 de dezembro de 2009
Caraguatatuba
Postado por Marcelo Delapadue às 16:03 1 comentários
sábado, 28 de novembro de 2009
Litoral
Lorenzo resolveu mudar de vida. Tudo aconteceu muito rápido. Recebeu um telefonema as 17 horas de uma terça feira, arrumou a mochila e foi para rodoviaria sem saber ao certo o que o aguardava. A expectativa como não poderia deixar de ser, era enorme. Uma viagem com previsão de volta acabou se tornando em um possibilidade de terminar seu ano morando no litoral. Sempre desejou morar a beira mar, agora a possibilidade existe. Os últimos dias tem sido interessantes, o stress acabou. Novos ares, novos pensamentos. Voltou a sentir o prazer de descobrir novas perpectivas. Todos estranham seu sotaque, mas ele gosta da sensação de curiosidade que desperta nas pessoas.
Postado por Marcelo Delapadue às 21:13 0 comentários
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
A missa
Lorenzo freqüentava a igreja por força maior de sua avó. Muito religiosa, obrigava Lorenzo ouvir as palavras do padre, não fazia por mal, religião sempre foi muito importante para ela. Lorenzo obedecia, mas acha aquilo tudo o saco, para ele era uma tortura todo aquele sermão da montanha. Lorenzo começou a perceber as garotas que freqüentavam a igreja, isso o deixava mais serelepe. As meninas era a parte boa da missa. Lorenzo as acompanhava feliz da vida, mesmo sabendo que o culto iria lhe dar sono. Todas as garotas da cidade iam para igreja e isso se transformou em um incentivo para Lorenzo. Sua avó o chamava para ir à igreja de manhã, Lorenzo logo pensava em uma desculpa para poder ir a noite. Era obrigado a ir, não importava o horário. Lorenzo achava a igreja de sua cidade linda, ficava observando todos os detalhes de sua arquitetura,observava todas pinturas. Prestava atenção em todas as garotas, prestava atenção em tudo, menos nas palavras do padre. Sua avó desconfiada o pedia para contar como foi à missa, nada que um papelzinho distribuído na igreja não resolvia. Lorenzo guardava o papelzinho da igreja e o entregava a sua avó como prova de sua religiosidade. Sempre entrava na fila da hóstia apenas para ficar perto de alguma garota bonita, ficava lá com a cara mais lavada do mundo, como se fosse um santo. Torcia para que a missa acabasse logo. Em cidade de interior as coisas só acontecem após a missa, esse era o momento mais aguardado por Lorenzo. A missa finalmente acabava e toda a cidade caminhava para o pós-missa na praça principal, livres de seus pecados. Lorenzo saía da igreja com mais pecados do que no momento em que entrava. Ele e seus amigos iam para o pós-missa todos empolgados para verem as gatinhas, todas super produzidas para o dia “d” da semana. Lorenzo nunca tinha um centavo, sempre andava duro, afinal para visitar a casa de Deus dinheiro não era necessário, pelo menos essas eram as palavras de sua avó. Isso porque ela não via o olhar atravessado do coroinha para Lorenzo no momento em que ele recolhia as oferendas na sacolinha da igreja. Quando sua avó o dava dinheiro para oferenda Lorenzo o embolsava e mentia com firmeza a respeito.
Na pracinha da cidade Lorenzo ficava fofocando com os amigos sobre as garotas bonitas que ele avistava, sempre faziam isso, já que não tinham idade e nem coragem suficientes para buscar um bate papo. Quando viam um casalzinho discretamente irem atrás da igreja ficavam imaginando quando fariam o mesmo ato.
Lorenzo era precoce naquela época e a pressão imposta pelos primos ficava cada dia maior, a gozação o deixava aflito. Tinha vontade que seu primeiro beijo acontecesse logo, afinal era necessário "impressionar" os amigos, coisa de moleque juvenil. Depois de uma das muitas missas que Lorenzo freqüentou, foi obrigado a conhecer uma garota que era interessada por ele, não queria para não ser zuado por seus amigos, já que eles não perdovam nada. Mas derrepente ele perdeu o medo da gozação e foi conhecer a garota. Ela uma garota muito tímida o que deixou Lorenzo mais a vontade. Fingiu já ter passado por aquela situação, pegou a pela mão, sentiu uma mão fria e tremula. Levou-a para atrás da igreja sem trocarem uma palavra por alguns metros, não sabia o que falar naquele momento, o silencio fez com que Lorenzo a segurasse no rosto, e a beijasse. Seu coração explodiu naquele momento. A gúria tremia, tremia, e tremia, Lorenzo achou aquilo estranho, mas ficou na dele. Seu primeiro beijo foi também o primeiro beijo daquela tímida garota. Enquanto a beijava não sabia se parava, se continuava, nem o que falaria, só o restou beija-la, beija-la, beija-la, Lorenzo achou muito estranho e muito bom ao mesmo tempo. A ansiedade foi embora. Pararam de se beijar. Lorenzo conseguiu falar algo de engraçado, arrancou um sorriso da garota. A levou até as amigas e foi embora feliz da vida imaginando a missa do domingo seguinte.
Postado por Marcelo Delapadue às 21:20 3 comentários
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Dilacerado
Muitas vezes acabamos desviando nossas vidas para um rumo que de certa forma não nos transporta a lugar algum. É ruim sentir-se parado no tempo. A sensação de impotência é inevitável e inexplicável. Um pequeno deslize pode definir toda trajetória de uma vida, consertá-la parece impossível. Muitas vezes tomamos decisões completamente equivocadas acreditando fielmente que elas são as melhores possíveis. Errar é humano, mas fuder com sua vida não tem nada de engraçado. Lorenzo sente-se perdido. Não sabe qual caminho seguir. Sua vida está passando rapidamente debaixo de seu nariz, a sente escapar. Tem dia que acorda completamente animado e bem humorado. Há dias em que o desanimo simplesmente o derrota. Sente-se um traste, um fardo. Pensa nos últimos anos de sua vida a qual julgava os melhores. Hoje ele enxerga como seu caminho é recheiado por enormes pedras, e que nem sempre fez boas escolhas. Tem convicção que ainda há tempo para consertá-la. Lorenzo está cansado de ser julgado, de ser pressionado, de sentir raiva. Definitivamente este é o ano mais difícil e complicado de sua vida. Nunca pensou que a situação seria tão cansativa. Hoje ele está tenso, nervoso, chateado, e isso o derrota ao fim do dia. Lorenzo quer ser feliz. Felicidade, como deseja lembrar o significado dessa palavra, tempos que não a vê presente em sua vida. Não acredita que a situação possa piorar, chegou ao fundo do poço. É o momento mais complexo de sua vida, no fundo reconhece a importância deste momento para sua formação. Um aprendizado de vida faraónico. Sabe que essa tortura logo acabará, e sairá fortalecido dela. Nunca pensou que a vida fosse fácil nesse sistema de merda, mas também não esperava que fosse tão difícil.Postado por Marcelo Delapadue às 20:14 0 comentários



