terça-feira, 5 de agosto de 2008
Velocidade que Vem de Vermelho.
O vento frio cortando minha face é o combustível de minha adrenalina, não sei se realmente exista a verdadeira sensação de liberdade, mas de uma coisa tenho certeza, quando te controlo meu pensamento voa a vários quilômetros por hora, não tenho dó de te fazer correr, e mesmo que eu não queira isso, você acaba me levando a essa atitude. Agora descobri que tenho fascínio em controlar sua velocidade.
Postado por Marcelo Delapadue às 17:29 0 comentários
sexta-feira, 27 de junho de 2008
As horas voam e nada ainda foi resolvido, o cheiro de sangue me persegue. Nada ainda foi resolvido, a sensação de desinteresse é permanente, vejo que acostumamos facilmente com o que é ruim. A cada momento aumenta a quantidade de corpos abandonados pelos corredores, o sofrimento está estampado nos rostos de quem passa por ali. A imagem de macas sujas de sangue não me sai da cabeça, realmente não valemos muito, tudo acaba em um buraco com sete palmos de profundidade.
Foi impossível reconhecê-lo naquela situação desconfortável. Ver um homem forte jogado as traças, completamente escondido atrás de ataduras e faixas, vencido pelo medo de ser levado pela morte, é algo que não quero lembrar.
Nunca pensei que teria frieza nesse momento e foi exatamente o que aconteceu, perdi a conta das vezes que vi aquela Van vermelha estacionando em frente ao açougue da carne humana, a cada nova viagem, uma nova tragédia fazia parte de minha madrugada, o frio não me incomodava mais, isso era insignificante naquele momento. Lembro-me perfeitamente dos choros, gritos, sussurros, e o desespero de quem esperava por informações do lado de fora, não sei qual a pior sensação, a falta de informação do lado de fora ou as imagens presenciadas no interior daquele lugar.
Percebi o quanto nosso moralismo é uma completa imbecilidade, nesse momento esquecemos nossas diferenças, o sofrimento é comum a todos, compartilhamos nossas tragédias, trocamos informações mórbidas como forma de consolo.
Ainda bem que tudo não passou de um grande susto.
Foi impossível reconhecê-lo naquela situação desconfortável. Ver um homem forte jogado as traças, completamente escondido atrás de ataduras e faixas, vencido pelo medo de ser levado pela morte, é algo que não quero lembrar.
Nunca pensei que teria frieza nesse momento e foi exatamente o que aconteceu, perdi a conta das vezes que vi aquela Van vermelha estacionando em frente ao açougue da carne humana, a cada nova viagem, uma nova tragédia fazia parte de minha madrugada, o frio não me incomodava mais, isso era insignificante naquele momento. Lembro-me perfeitamente dos choros, gritos, sussurros, e o desespero de quem esperava por informações do lado de fora, não sei qual a pior sensação, a falta de informação do lado de fora ou as imagens presenciadas no interior daquele lugar.
Percebi o quanto nosso moralismo é uma completa imbecilidade, nesse momento esquecemos nossas diferenças, o sofrimento é comum a todos, compartilhamos nossas tragédias, trocamos informações mórbidas como forma de consolo.
Ainda bem que tudo não passou de um grande susto.
Postado por Marcelo Delapadue às 17:52 0 comentários
Aterro
O ambiente fétido e podre onde o cadáver caído em meio as pedras e torrões de terra era a imagem que melhor representa o lugar onde um homem solitário protegido por sua armadura purificadora lutava bravamente contra a montanha construída por nossos restos, sem a ajuda de sua gigantesca máquina robusta e tosca ele nada seria em meio a este espaço mórbido.
Postado por Marcelo Delapadue às 17:21 0 comentários
sábado, 7 de junho de 2008
Parceria
Pouquíssimas pessoas contemplam a arte da banalidade, menos ainda a beleza naquilo que se enquadra em nossos conceitos de fétido e anárquico.
Desperdiçamos a todos os instantes oportunidades de extrair um sentido estético ou sensibilizador nas cenas quesão as mais características em uma metrópole: o caótico, o sujo, o marginal e o industrial. Neste portal decaído da rua Floresta, entre os números 53 e 54, reflete-se o fim de uma outrora construção imponente que hoje abriga a mendicância e os registros "underground".Em alguns meses, poderá nascer ali um soberbo prédio de elite ou uma futura igreja. Nada é mais marcante em uma cidade do que essa eterna mutação. Em meio a um portão camuflado de ferrugem, caixas de leite em contato com o chão e muros tingidos pelo mofo, só se pode encontrar um item que é limpo: o horizonte. Singela expectativa para nosso futuro. A esperança, no caso, é da cor azul.
Postado por Marcelo Delapadue às 12:37 0 comentários
sábado, 17 de maio de 2008
Dia a dia
O tom cinza que paira dita o caminho da minha perdição, no rádio um velho Rock´n Roll é consumido por meus ouvidos, sua letra diz muito a meu respeito, parece uma trilha sonora de minha vida. Dou mais um tapa e liberto a fumaça que dita o ritmo do meu descanso.
As fotos pregadas na parede consumida pelas tiras de quadrinhos foram momentos de simplicidade que presenciei e que mereciam destaque em meu repertorio, eternizadas em um filme Asa 100 barato elas não mais fugirão do meu olhar. Uma vez ao dia fixo meu pensamento nessas imagens que com maestria tive a competência de registrar.
As fotos pregadas na parede consumida pelas tiras de quadrinhos foram momentos de simplicidade que presenciei e que mereciam destaque em meu repertorio, eternizadas em um filme Asa 100 barato elas não mais fugirão do meu olhar. Uma vez ao dia fixo meu pensamento nessas imagens que com maestria tive a competência de registrar.
Postado por Marcelo Delapadue às 14:34 0 comentários
D.A
Um pano verde e alguns amigos compartilhando umas tacadas, o barulho de cada jogada unido a vários sorrisos por cada ponta de sorte atravessa o corredor. Estamos em nosso templo, orando ao redor da mesa. O colorido desse lugar me chapa os olhos, nesse momento esquecemos as preocupações com projetos e suas notas. Por um instante somos inimigos e aliados em um jogo simples e prazeroso, não somos os melhores e nem temos esse objetivo, estamos apenas curtindo uma jogatina em nosso D.A.
Postado por Marcelo Delapadue às 14:23 0 comentários
Inutilidade
Dedos com unhas ruídas por um nervosismo que me ataca. Concentração é algo que não percebo presente nesse ambiente apático, enquanto ouço uma voz insignificante discursar sobre algo imbecil e obvio, viajo no movimento das nuvens iluminadas pela lua cheia que brinca com as estrelas em uma noite fria. Sinto desenvolver uma guerra interna em minha mente, queria sair dessa sala caustrofóbica, mas uma falsa responsabilidade me impede. Fios de cabelo crespo caem sobre uma folha de rascunho sem uma única palavra, os arrancos quando o tédio me domina, penso que esse tédio ainda vai me levar a um tratamento capilar.
È impressionante como todos ficam estáticos frente a essa situação, fingindo que aquilo realmente tem um significado em suas vidas. Essa embreaguês de tédio aumenta minha cirrose de excesso de informação inútil, vai me matando aos poucos.
È impressionante como todos ficam estáticos frente a essa situação, fingindo que aquilo realmente tem um significado em suas vidas. Essa embreaguês de tédio aumenta minha cirrose de excesso de informação inútil, vai me matando aos poucos.
Postado por Marcelo Delapadue às 14:03 0 comentários
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