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sábado, 17 de maio de 2008

Dia a dia

O tom cinza que paira dita o caminho da minha perdição, no rádio um velho Rock´n Roll é consumido por meus ouvidos, sua letra diz muito a meu respeito, parece uma trilha sonora de minha vida. Dou mais um tapa e liberto a fumaça que dita o ritmo do meu descanso.
As fotos pregadas na parede consumida pelas tiras de quadrinhos foram momentos de simplicidade que presenciei e que mereciam destaque em meu repertorio, eternizadas em um filme Asa 100 barato elas não mais fugirão do meu olhar. Uma vez ao dia fixo meu pensamento nessas imagens que com maestria tive a competência de registrar.

D.A

Um pano verde e alguns amigos compartilhando umas tacadas, o barulho de cada jogada unido a vários sorrisos por cada ponta de sorte atravessa o corredor. Estamos em nosso templo, orando ao redor da mesa. O colorido desse lugar me chapa os olhos, nesse momento esquecemos as preocupações com projetos e suas notas. Por um instante somos inimigos e aliados em um jogo simples e prazeroso, não somos os melhores e nem temos esse objetivo, estamos apenas curtindo uma jogatina em nosso D.A.

Inutilidade

Dedos com unhas ruídas por um nervosismo que me ataca. Concentração é algo que não percebo presente nesse ambiente apático, enquanto ouço uma voz insignificante discursar sobre algo imbecil e obvio, viajo no movimento das nuvens iluminadas pela lua cheia que brinca com as estrelas em uma noite fria. Sinto desenvolver uma guerra interna em minha mente, queria sair dessa sala caustrofóbica, mas uma falsa responsabilidade me impede. Fios de cabelo crespo caem sobre uma folha de rascunho sem uma única palavra, os arrancos quando o tédio me domina, penso que esse tédio ainda vai me levar a um tratamento capilar.
È impressionante como todos ficam estáticos frente a essa situação, fingindo que aquilo realmente tem um significado em suas vidas. Essa embreaguês de tédio aumenta minha cirrose de excesso de informação inútil, vai me matando aos poucos.

sábado, 5 de abril de 2008

Março de 2008

Parado em frente ao espelho enquanto escovava meus dentes olhava para meu cabelo despenteado como sempre e para meu rosto ainda inchado pelo sono. Me veio como um raio a lembrança de um dia em que acordei sentado em um sofá velho de uma casa perdida na cidade. Eu estava com os olhos pesados e avermelhados, meu rosto estava igualmente inchado, porém por outro motivo. Acabara de passar por uma madrugada completamente inesperada com meus companheiros.
Nesse dia não discutimos questões relevantes e nem conversamos sobre estratégias de comunicação como já é de costume, apenas aproveitamos o que a noite nos proporcionou.
Muitos copos de chopp e alguns cigarros vagabundos, havia um corpo espancado na grama, isso era minha lembrança. Lembrava aos poucos das atitudes surpreendentes que presenciei naquela noite.
A felicidade estava estampada em todos os rostos, seus corpos aliviados de toda pressão sofrida durante a semana, porém a alegria que preenchia nossos espíritos entrava em atrito com o espaço vazio que habitava nossas carteiras no amanhecer daquele dia.

Mistura Alcoólica

A cada ano par que começa me vem a sensação de que ele será mais um que nunca esquecerei. Já percebi que os maiores momentos de loucura que vivi foram em anos pares. Somos malucos alcoólatras que não sabem viver em comunidade, mesmo quando não saimos juntos muitas estórias acontecem. O espírito de diversão está em nosso sangue, por isso somos uma mistura alcoólica que muitos gostariam de provar em suas vidas.
Me pego rindo sozinho das coisas que aconteceram conosco, em apenas quatro meses, muitas coisas cabulosas se desenrolaram e momentos inesquecíveis foram concretizados. Temos muito pela frente, muitas coisas a serem feitas, em algum tempo não teremos mais uma rotina de encontro semanais, cada qual seguirá seu caminho, mas essas antigas peripécias continuaram vivas na memória, temos conteúdo para um livro de lembranças cômicas e o primeiro capitulo já está quase no final, novos capítulos serão escritos e eu farei o possível para contribuir com seu conteúdo.

0.004 Segundos


Vivi momentos de felicidade de um dia que não aproveitei devidamente, parece que valeu há pena esse pouco tempo que tive, meus dias estão contatos, não vale a pena viver sem fazer minhas merdas cotidianas, isso revigora meus dias, fazem deles especiais.
Já perco um terço de meu tempo, agora tempo é o que não tenho, isso tudo um dia vai passar. Descansar? Tenho a eternidade pra isso, caso ela exista. Não nasci para viver longe de meus vícios, eles me ajudam a encarar o tédio. Do que adianta ter mais um dia de vida, o importante é ter um dia bem vivido.
Dizem que sou uma bomba preste a explodir, talvez isso seja verdade, então só estou tentando esquecer que um dia isso será inevitável.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Queremos nos livrar de tudo que não aproveitamos mais, simplesmente deixamos de lado, ou perdemos o interesse, nunca paramos para pensar no que desperdiçamos no nosso dia-a-dia. Vendo a cena da foto que registrei acima vejo que muitas coisas que abandono poderia ajudar na vida de alguém.